Tenho dificuldade em desistir. Não porque me apeteça muitas vezes continuar, mas porque me custa demais não cumprir, começo a sentir uma pequena dor a instalar-se nas minhas articulações, a crescer e propagar-se até ter que contiuar para a poder aliviar. É então que percebo que decidi continuar e que não há forma de não o fazer, dói demais. Em si, este facto é interessante, mas a perspectiva, apesar de muito alargada em direcções muito específicas, diminui substancialmente quando a direcção é alterada, e aí se inicia um estado de prisão constante. Prisão a duas ou três direcções muito específicas e tudo o resto me parece uma liberdade que nem chega a ser desejável por ser tão distante desta realidade enjaulada. No entanto, neste cantinho pequenino de cada uma destas direcções coloca-se o mundo inteiro, desfaz-se, corta-se, recorta-se, constrói-se e reconstrói-se tudo, num rizoma de possibilidades regido por leis auto-propostas.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Não desistir
Tenho dificuldade em desistir. Não porque me apeteça muitas vezes continuar, mas porque me custa demais não cumprir, começo a sentir uma pequena dor a instalar-se nas minhas articulações, a crescer e propagar-se até ter que contiuar para a poder aliviar. É então que percebo que decidi continuar e que não há forma de não o fazer, dói demais. Em si, este facto é interessante, mas a perspectiva, apesar de muito alargada em direcções muito específicas, diminui substancialmente quando a direcção é alterada, e aí se inicia um estado de prisão constante. Prisão a duas ou três direcções muito específicas e tudo o resto me parece uma liberdade que nem chega a ser desejável por ser tão distante desta realidade enjaulada. No entanto, neste cantinho pequenino de cada uma destas direcções coloca-se o mundo inteiro, desfaz-se, corta-se, recorta-se, constrói-se e reconstrói-se tudo, num rizoma de possibilidades regido por leis auto-propostas.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário