às vezes é tanta tanta de tanto que não sei como vou sair dali. quero quero quero, mas como sempre não consigo. porquê? porque falta aquilo que vem de lá bem do fundo, visceral, que se sente só quase nunca mas que se espera uma vida inteira, todas as horas e todos os minutos. quero tanto de tudo que soluço, que fico aqui a estremecer de tanto ecoar cá dentro. mas só sai de uma forma. aquela, a que conheço que quero e me faz sentir em mim. antes de te querer quero-te sentir. vamos embora daqui. tenho medo do eco. inside it doesn't feel good. and doesn't go away. what can i do? posso sempre esperar...ou não. e amanhã é um outro dia.segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Inside
às vezes é tanta tanta de tanto que não sei como vou sair dali. quero quero quero, mas como sempre não consigo. porquê? porque falta aquilo que vem de lá bem do fundo, visceral, que se sente só quase nunca mas que se espera uma vida inteira, todas as horas e todos os minutos. quero tanto de tudo que soluço, que fico aqui a estremecer de tanto ecoar cá dentro. mas só sai de uma forma. aquela, a que conheço que quero e me faz sentir em mim. antes de te querer quero-te sentir. vamos embora daqui. tenho medo do eco. inside it doesn't feel good. and doesn't go away. what can i do? posso sempre esperar...ou não. e amanhã é um outro dia.terça-feira, 6 de novembro de 2007
Um chá
- Amanhã vai chover.- E o caos instala-se nesta mesa.
- Se chover? Queres ficar na cama?
- Sentir-te em mim num chá partilhado.
- Podíamos fazer amor.
- E, no silêncio, consigo dizer: vamos.
- Jogar com as palavras?
- Aguento-me. As grades ajudam-me a chegar.
- Ou então jogar com os nossos movimentos projectados na parede.
- Mascaremo-nos. É dia de nós, dali.
- Pela sombra
- Desperdiço este centímetro de loucura
- Ou talvez pelo sol?
- Insanas. Perdidas num olhar no escuro.
- Se estivermos à sombra:
- Esperamos. Até ao fim da memória.
E assim foi. O nosso chá.
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