Deitei-me ao teu lado e solucei. Perguntei-te porquê e disseste "é a solidão meu amor. Deixa-nos assim, consumidas por dentro e estropiadas na pele". Não quis dizer-te que não, que é outra coisa, aquela outra coisa que proibiste na minha boca e que já arde na língua e me deixa aquele sabor amargo que faz as lágrimas escorrerem pelo meu rosto. Este que estará consumido dentro de dias, semanas, meses, anos. Queria-te. Queria-te diferente de todas as vezes que te quis. Queria-te para te dizer que não te podia ter,não me era permitido. Tinha ficado lá um pouco de mim. Enfiado num qualquer recanto da minha memória. E podia tanto amar-te...sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Deitei-me ao teu lado e solucei. Perguntei-te porquê e disseste "é a solidão meu amor. Deixa-nos assim, consumidas por dentro e estropiadas na pele". Não quis dizer-te que não, que é outra coisa, aquela outra coisa que proibiste na minha boca e que já arde na língua e me deixa aquele sabor amargo que faz as lágrimas escorrerem pelo meu rosto. Este que estará consumido dentro de dias, semanas, meses, anos. Queria-te. Queria-te diferente de todas as vezes que te quis. Queria-te para te dizer que não te podia ter,não me era permitido. Tinha ficado lá um pouco de mim. Enfiado num qualquer recanto da minha memória. E podia tanto amar-te...
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