
Hoje sinto-me assim...só apetece estar aqui,sem mais.
nem preto nem branco,mas uma infinidade de cinzentos
Quero,porque quero,porque não sei não querer.aqui a parte de conseguir ou não já me é mais distanta.porquê?talvez porque esta história dos amores impossíveis tem que se lhe diga,principalmente quando se acredita profundamente numa qualquer possibilidade,ínfima,que lhe atribua sentido. mas como sempre,há uma caminhada que justifica o sonho.este é o meu.assumido,chorado,sofrido,mas sempre presente,sempre cá dentro a martelar,a querer sair.e eu respeito isso.porque tenho que respeitar,não posso deixar passar ou fingir que não está aqui.
Hoje foi um dia bom.Encontrei algo numa folha de um caderno de capa preta A5 perdido no meio de uns livros que me fez parar. Confesso que não me lembro a quem me dirigia,mas fiquei tão feliz por perceber que, algures no tempo, tive vontade e partilhei aquilo.Já nem me lembrava daquele momento,mas percebi que realmente estive lá.E um sorriso veio. Do tamanho destes momentos em mim.Aqui vai:Bata o açucar e a manteiga derretida, junte as gemas, o cacau, a raspa de limão e por fim a farinha com o fermento e a cola.Bata as claras em castelo junte tudo delicadamente e leve ao forno cerca de 35 minutos ou até cozer numa forma redonda com orifício no meio.
Nota:
Gosto de começar. Seja o que for. às vezes é difícil,pois pesa a responsabilidade de continuar,de terminar até. Mas obriguei-me a um outro exercício-deixar-me levar e não me preocupar. É bom ter vontade de. Só isso basta. O resto vem, se não vem é porque não foi de verdade. Volta-se então atrás e mais uma vez se começa. A vontade,claro. Tem que se trabalhar, pensar nisso. Senão não fnciona. E, como vou iniciar algo na minha vida, decidi iniciá-lo com uma dedicatória ao meu mais-que-tudo versão 2kg de maldade no seu estado mais puro,sendo que até se confundiria com um peluche de prateleira.Pois claro, é o Ruffini. E eu aderi a esta coisa do diário sem chave,aliás,com marketing e tudo.Não sei. Muito estudo, algumas reflexões relativas ao movimento no contexto dos materiais performativos,e solidão. Assim é a decisão. Neste momento sim, partilhar assim. Nem percebi muito bem o quê. Talvez nem me inquiete.